Praça d`armas
  Marinha, SEMPRE!

 
 

Marinha, SEMPRE!

Este não é um discurso. È um depoimento que Vocês devem conhecer.
Meus colegas de Marinha. Estou chamando Vocês de colegas. Para mim são, embora já esteja com 90 anos e quando me desliguei do serviço ativo Vocês ainda não tinham nascido. Nossa Marinha tem um espírito de corpo extraordinário que foi muito reforçado na 2ª. grande guerra. O navio é um só. O risco é de todos. Essa condição faz o cérebro de toda a guarnição comandar as ações ajudando uns aos outros. No caso da guerra não podia haver erros, atrasos, falta de atenção. Tudo tinha de ser executado para garantir o cumprimento das ordens de operações, a segurança dos navios e de suas próprias tripulações. O nível de preparo para essas ações era tal que ninguém precisava dar ordens. Tudo era feito automaticamente no subconsciente. Todos sabiam o que fazer. Graduação, títulos, nada representava. Os 24 a bordo eram todos solidários. Para mim, repito. Vocês são colegas. A Marinha é uma só. E nossa guarnição também se comportava como uma coisa só.
A Guerra se alastrava em 1942 e a Escola resolveu operar continuamente para ganhar tempo. Acabaram as férias. Em Agosto de 1942 foram afundados 6 navios e morreram mais de 600 brasileiros. O Brasil declarou Guerra. O Brasil e os EEUU fizeram um acordo de cooperação de vigência imediata. O Brasil permitiria a instalações de bases operacionais americanas onde necessárias às operações que seriam conjuntas. O Brasil receberia todos os equipamentos de uma usina siderúrgica, a CSN, 24 navios antissubmarinos, equipamentos e munição antissubmarina para equipar os navios nacionais, e instalaria todo o armamento dos 3 destróier em construção no AMRJ. Organizariam os comboios e o fornecimento de mantimentos para manter as tropas aliadas na Europa. O Exercito enviaria uma Divisão de soldados para o teatro de operações da Itália e a Aeronáutica um Grupo de Caças.
O esforço de guerra foi enorme. Os comboios de 10 em 10 dias saiam do Rio com destino a Trinidad, sem escalas, com 20 a 30 navios, cada um levando 10.000 toneladas de arroz ou feijão, ou milho, ou açúcar, ou café ou outros grãos. Recebíamos a informação via radio cifrada da posição de cerca de 6 submarinos permanentemente detectados pelo sistema radiogoniométrico na costa brasileira. Para aumentar a segurança o Comodoro no navio líder do Comboio, alterava o rumo frequentemente procurando desviar-se desses submarinos. A missão dos navios escolta era garantir a passagem dos mantimentos para a guerra, não caçar submarinos. Missão cumprida com um mínimo de perdas.
Até Recife a escolta era brasileira. Ai emendava escolta mista até Trinidad onde todos reabasteciam. A escolta de ida trazia outro comboio de volta.
Os navios de 70 anos atrás não tinham as condições de trabalho e o conforto dos navios de hoje. Não existia ar condicionado. Era só ventilador. Quando no porto, o navio devia estar sempre pronto. O Comandante só liberava o pessoal para ir a terra às 18 horas devendo estar a bordo às 23. O comum era receber ordem para zarpar às 24 horas. Cada dois meses aportava no Rio de Janeiro trazendo um comboio e saia 6 dias depois comboiando. No Rio, trabalhava-se diariamente, mas era permitido dormir em casa.
Água doce refrigerava os motores em circuito fechado com trocador de calor. Era estratégica. Qualquer vazamento nas juntas dos motores obrigava utilizar a água doce do navio para não interromper a escolta em andamento. Para garantir esse estoque de água, ninguém podia gastar água. Era vedado fazer a barba, tomar banho ou lavar qualquer roupa. Só podia lavar os dentes. Comia-se o que era possível preparar. Era terminantemente proibido fumar a bordo para não ser percebido pelo periscópio de algum submarino. Os navios viajavam inteiramente às escuras.
O caça pau era um navio pequeno, valente e bem construído. O mar da Costa Norte do país, chamado de picadinho pelas suas ondas curtas, fazia o navio se chocar com as ondas, tremendo todo e gerando uma chuva de água salgada que cobria o navio. Só se dormia na exaustão e no calor dessa área perto do equador. Quem tivesse de ir ao convés ou trabalhar no tijupá tomava banho salgado durante todo o serviço. Que uniforme ou roupa usar nessas condições? O comum era usar bermuda mescla e tamancos ou sandália baiana com sola de pneu velho. Após o serviço, descia para dormir salgado. O lençol da cama ficava gosmento de suor e sal. Quando o mar era de través e o navio balançava de 10 a 30 graus, o único jeito de dormir era se posicionar em esquadro com um ombro no casco de madeira e o outro no colchão da cama para não ser rolado na cama o tempo todo.
Eu servi no caça dois anos. Nunca ouvi qualquer comentário, queixa ou desabafo dessas precárias condições. Comandei muita gente na minha vida profissional, mas nunca vi senso de responsabilidade, espírito de equipe e dedicação às operações como nas guarnições dos navios de patrulha durante a guerra. Já recebi muitos diplomas e medalhas na vida, mas o meu maior orgulho e honra foi ter feito parte da guarnição do caça executando serviço de guerra. Por isso chamei Vocês de colegas. Se tivermos de enfrentar operações de guerra novamente tenho certeza que agiriam da mesma forma que os colegas dos navios da Marinha na guerra. Essa é a gente da nossa Marinha. È nessa Marinha que Vocês foram incorporados.
Cmte Antonio Didier Vianna, PhD.



Categoria: Marinha
Escrito por molleri às 13h54
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Escrito por molleri às 14h32
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  Missão cumprida!

 
 

Missão cumprida!

 

Por ocasião da passagem para a reserva do AE Gusmão comemoramos o fim de nossa missão na ativa da Marinha. 47 anos de bons serviços. Bravo Zulu!

 

 



Categoria: Marinha
Escrito por molleri às 09h32
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Escrito por molleri às 09h57
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  Red line

 
 

Red line



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Escrito por molleri às 11h55
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  "Existem três tipos de homens: os vivos, os mortos e os que andam no mar."

 
 

"Existem três tipos de homens: os vivos, os mortos e os que andam no mar."

 

 



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Escrito por molleri às 17h03
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  O abraço dos afogados

 
 

O abraço dos afogados



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Escrito por molleri às 07h12
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  Se va el carnicero hijo de p***

 
 

Se va el carnicero hijo de p***

Se van a encontrar en infierno!

 



Categoria: Política
Escrito por molleri às 07h56
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  Azul

 
 

Azul



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Escrito por molleri às 15h54
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  O Bi REU

 
 

O Bi REU

 

 



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Escrito por molleri às 07h38
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  O desconvidado de honra

 
 

O desconvidado de honra

 

Sabem uma ausência que poucos notaram devido à presença de tanta bandidagem no Supremo, ontem?

 



Categoria: Política
Escrito por molleri às 11h01
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  A vingança é um prato que se come quente

 
 

A vingança é um prato que se come quente



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Escrito por molleri às 15h52
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  Até que enfim!

 
 

Até que enfim!



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Escrito por molleri às 07h26
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  Ex-ministro da defesa vai pro bailéu!

 
 

Vai pro bailéu!

 

 



Categoria: Marinha
Escrito por molleri às 15h30
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“DEMOCRATAS E NACIONALISTAS”

V Alte Paulo Frederico Soriano Dobbin

Presidente do Clube Naval

Gen Div Gilberto Rodrigues Pimentel

Presidente do Clube Militar

Maj Brig Marcus Vinícius Pinto Costa

Presidente do Clube de Aeronáutica

20 de maio de 2016

            

 

Na terça-feira passada o Diretório Nacional do PT divulgou sua Resolução Sobre a Conjuntura, que visa a orientar seus filiados no estudo dos problemas atuais do país e guiá-los para a luta que pretendem travar contra os “golpistas” que estão prestes a derrubar Dilma e afastar o PT do poder depois de 13 anos.

            O documento apresenta uma série de chavões esquerdistas, como dizer que o Estado está agora sob a direção de velhas oligarquias, que as mesmas aplicaram um golpe de estado, que estamos adotando o modelo econômico preconizado pelo grande capital, que o impeachment é um golpe casuístico para depor um governo democraticamente eleito, e por aí vai.

            Analisa, também, as possíveis falhas que levaram ao fim do projeto socialista de eternização no poder.

            Entre tais erros, aponta:

 

  “Fomos igualmente descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty e redimensionar sensivelmente a distribuição de verbas publicitárias para os monopólios da informação.”

 

            O parágrafo é particularmente revelador sobre a mentalidade distorcida que domina a esquerda e a insistência em suas teses de dominar instituições que, no cumprimento da lei, impedem a realização de seus sonhos totalitários, que eles denominam democratas, na novilíngua comunopetista.

            Assim, enxergam uma sabotagem conservadora na ação democrática que os impediu de dominar a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, seu objetivo permanente.

Voltam, ainda, a insistir na reformulação dos currículos das escolas militares, reduto de resistência à releitura da História que pretendem, o que fica claro na Base Nacional Comum Curricular proposta pelo MEC, e também nos textos revisionistas constantes dos livros didáticos, particularmente os de História, com que vêm difundindo suas ideias distorcidas e fazendo verdadeira lavagem cerebral em nossos jovens estudantes, há longo tempo. Diga-se, também, que isso ocorre sob o olhar complacente e até mesmo sob o aplauso de mestres e pais politicamente corretos.

            Insistem, por outro lado, no domínio da imprensa por meio do controle das enormes verbas publicitárias que controlam.

            Quanto à promoção de oficiais com compromisso democrático e nacionalista, isto é o que vem sendo feito desde sempre, pois as Forças Armadas são o maior depósito e fonte de brasileiros democratas e nacionalistas de que a Nação dispõe.

            Neste caso, democratas e nacionalistas no sentido registrado nos dicionários da língua portuguesa, ao contrário do já assimilado no senso comum modificado de que nos fala Gramsci, o que já é empregado como o sentido “verdadeiro” dos termos pelos petistas.

            Para Gramsci, democracia é o sistema de governo que se funda na hegemonia das Classes Subalternas (o povo) e na absorção da Sociedade Política (o Estado) pela Sociedade Civil (“Estado Ampliado”).

Neste conceito, democracia é “governo do povo”, no qual não se inclui a burguesia – “não-povo”. Não somos democratas neste sentido deturpado da palavra.

            Quanto ao nacionalismo, este sentimento patriótico é explorado pelos movimentos revolucionários de esquerda como Ideologia Intermediária que induz nos integrantes da sociedade nacional atitudes e opiniões (senso comum modificado e ativismo) anti-imperialistas e, por extensão, anticapitalistas e antiliberais.

Para nós, o nacionalismo é um sentimento patriótico de vinculação do indivíduo à nação, que se manifesta em atitudes e ações políticas, econômicas e sociais espontâneas e construtivas, dando prioridade ao que nos é próprio e aos interesses nacionais. Não é, necessariamente, contra ninguém ou contra qualquer ideia que não nos agrida.

             Por aí vemos, mais uma vez, o cuidado que devemos ter ao ler qualquer documento de partidos esquerdistas, pois a linguagem que empregam é, maliciosamente, deturpada para que concordemos com ela.

 



Escrito por molleri às 21h38
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